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Criadores do Nelore pintado transformam a curiosidade em chances de negócios

Cerca de 80% do rebanho bovino brasileiro deriva da raça Nelore. Considerando as estatísticas que mostram um volume aproximado de 180 milhões de cabeças em todo o País, é gado de pelagem branca que não acaba mais. E, em meio a este universo, há uma parcela composta por um Nelore diferente, com animais pintados de vermelho e branco, preto e branco ou, ainda, vermelhos. Com tanto Nelore de pêlo branco por aí, esbarrar em um vermelho não é algo corriqueiro.


Apesar de representar uma pequena parcela, a ocorrência de animais de pelagem vermelha, dentro da raça Nelore, é freqüente. Todos os autores que descrevem o gado Ongole citam a existência de indivíduos, linhagens e famílias com essa coloração. Criadores brasileiros, de diferentes regiões e em diversas fases da exploração do Nelore, interessam-se por exemplares de pelagem vermelha, seja por mera curiosidade, seja por verificarem sua perfeita caracterização racial.


Foi em 1906, no Estado da Bahia, que surgiu o primeiro rebanho de Nelore com a coloração vermelha. Com o aproveitamento genético de reprodutores desta pelagem, oriundos de um plantel Nelore, tido como puro de origem (PO), o selecionador Octávio Ariani Machado deu o passo inicial para a proliferação desta genética nos rebanhos de todo o território nacional. Itabira, uma fêmea filha de um casal de Nelore - com pelagem cinza claro - vindo de Madras, naquele mesmo ano, foi a primeira novilha de pelagem vermelha. Como é freqüente no nascimento de bezerros Nelore, os filhos de Itabira eram todos avermelhados. A diferença é que a coloração dos pêlos persistia na idade adulta.


Na atualidade, diversas exposições se tornaram palco para apresentação deste gado, que desperta a atenção de muitos pecuaristas por sua coloração e pela caracterização racial. A Expozebu é um exemplo, pois já serviu de vitrine para exibição da genética do Nelore pintado de vermelho e branco. Em 1991, “Camu da Reunidas” foi o Grande Campeão da mostra do Nelore LA na exposição, apresentado pela Agropecuária Reunidas Belo Horizonte Ltda. A empresa teve outras boas conquistas em 1993 e 1994. Nestes dois anos, o animal “Dakar da Reunidas” também conquistou o Grande Campeonato de machos do Nelore LA, na Expozebu. Um dos selecionadores brasileiros desta variedade é Helio Corrêa Assunção, da Fazenda Santa Alaíde, propriedade localizada em Dourados (MS). O criador já disponibilizou esta genética no Leilão Brumado, em 2005. Hélio Assunção ofertou o bezerro “Defensor da STA”, que traz em seu pedigree os mais consagrados nomes da genética do Nelore pintado. Além da curiosa beleza de sua pelagem, o Nelore pintado pode alinhar, também, todas as principais qualidades da raça, como produtividade, precocidade, fertilidade, rusticidade e conversão alimentar.